Análise Junguiana

Quem foi Jung? 

A história da psicologia certamente não seria a mesma sem a contribuição de CARL GUSTAV JUNG, um dos maiores pensadores contemporâneos, que deixou um enorme legado para a humanidade mudando o vetor da psicologia, também foi sem dúvida um dos médicos psiquiatras mais admiráveis de todos os tempos.


Ele nasceu na Suíça em 1875 e faleceu em junho de 1961, mas  no final de sua vida reuniu ainda as forças que lhe restavam, para dirigir sua mensagem de cura a um público ainda maior dedicando-se à publicação do livro O Homem e seus Símbolos, uma obra destinada às pessoas  comuns e não ao meio científico.

As idéias de Jung se materializaram em uma produção de mais de 20 obras baseadas num estudo profundo das culturas, na alquimia, astrologia, filosofia, história das civilizações, na matemática, nas religiões ocidentais e principalmente nas culturas orientais, tanto que foi convidado a prefacear a tradução de 1923 feita por Richard Wilhelm em Pequim, do I CHING, o Livro das Mutações, o qual tem sido utilizado como um oráculo ao longo da história da China.

Sua mais importante contribuição para a psicologia foi a descoberta e compreensão do funcionamento do inconsciente coletivo. É no inconsciente coletivo que está a camada mais estrutural da psique humana, recebe uma carga do Universo e contém a herança misteriosa da evolução de nossa raça,  é ele uma espécie de herança espiritual da humanidade que é reimpressa em sua estrutura cerebral cada vez que uma  criança nasce.

O objetivo da existência de Jung sempre foi o de ajudar as pessoas a se conhecerem melhor e que através desse autoconhecimento pudessem viver suas vidas de forma plena e feliz.
Sua própria vida foi conduzida de forma a compreender os fenômenos psíquicos e a buscar a verdadeira razão da existência.

São, dentre outros, temas essenciais da psicologia junguiana os conceitos de arquétipo, ou  imagens primordiais: experiências que tiveram lugar nesse planeta desde as mais remotas eras, tudo o que existe está ligado a um arquétipo, uma idéia e padrão perfeito; Self ou Si Mesmo  que é o núcleo da psique de um indivíduo; a anima que é a presença do princípio feminino no homem; e o animus que é a presença do princípio masculino na mulher; a sincronicidade que são coincidências significativas entre acontecimentos exteriores e interiores sem relação causal entre si, a sombra que é o lado escuro da personalidade; as quatro funções da consciência: pensamento, sentimento, intuição e sensação; o processo de  individuação que representa o crescimento e amadurecimento psíquico de um indivíduo.Cada homem único e singular porta um código, soa uma nota no universo, tem uma utilidade que precisa ser despertada e vivida,  representa uma pequenina parte nesse todo que através do processo de individuação pode expressar o que é verdadeiramente.

Jung via o inconsciente como uma parte viva do ser humano tal qual o seu consciente.
Embora tivesse se transformado em um grande amigo de Freud houve  um  momento em que apareceram as divergências conceituais sobre a libido e a forma de compreender a natureza humana. A solidão e as profundas experiências interiores, levou Jung a buscar a compreensão sobre a personalidade e sua individuação.

O sucesso advindo da coragem de se tornar um pesquisador solitário ao se separar dos grupos psicanalíticos, assim como  seu pioneirismo na forma de estudar a personalidade humana, deslocou a idéia da psicologia daquela época, onde o ego seria o núcleo da vida psíquica, para um outro núcleo que estava imerso no inconsciente coletivo e que seria o arquétipo de nossa personalidade total: o SELF ou Si Mesmo.

Em última análise queremos com essas informações situar o leitor sobre a trajetória do pensamento junguiano que abarca a coragem de um homem comum, que ao confrontar-se com seu inconsciente, teve medo de  perder o controle, mas que sem abrir mão da experiência científica, conseguiu deixar na história da humanidade um legado que inspira novos autores, conhecedores do assunto, estudiosos da psicologia e de outras áreas do conhecimento humano, como também  os leigos e todos aqueles que por algum motivo buscam compreender a  alma humana, o universo interior do homem. Uma prova disso é seu livro de memórias que na 1a edição já passa da 22a impressão pela Editora Nova Fronteira.      
 
  
Abordagem Junguiana

Oferecemos a psicoterapia com enfoque Junguiano. Jung buscou mais do que somente os aspectos da psique individual, ele acreditou e comprovou que também recebemos impulsos do coletivo e de complexos energéticos arcaicos. Trabalhar a conscientização e incorporação destes aspectos auxilia a dar sentido à vida e significado aos acontecimentos, além de auxiliar no desabrochar da responsabilidade pessoal.

Jung foi um psiquiatra com fundamento no método fenomenológico de psicologia analítica, seu trabalho consistia em permitir o acesso das imagens internas (do inconsciente) para que com elas, o Ego se confrontasse. Seu método de interpretação de sonhos priorizava os símbolos encontrados, opondo-se ao método da associação livre. O principal objetivo desse método é a ampliação da consciência e o auto-conhecimento.

Jung foi o primeiro autor a falar de energia ou libido como algo mais abrangente e não focado em um único aspecto. A energia pode ser distribuída de diferentes formas nos vários aspectos da personalidade de cada um. Outros autores da psicologia correlacionavam a forma do indivíduo polarizar sua energia com algum fator específico de sua personalidade, ou seja, entendiam a energia como somente energia sexual ou de poder ou couraças de energia etc. Outra descoberta importante de Jung foi o Inconsciente Coletivo, este guarda toda a história da humanidade e em algumas fases da vida pode influenciar em mudanças de comportamento, caso não estejamos coligados com nosso processo de ampliação de consciência.

O conceito de Self também foi criado por Jung. O Self é a essência, o centro regulador de nosso psiquismo como um todo. Quanto mais contato conseguimos com nosso Self, mais próximo chegamos de nossa plena realização ou mais mergulhamos em nosso processo de individuação. Jung chamava de individuação o processo de nos tornarmos a pessoa que nascemos para ser. O processo de individuação é o caminho de equilíbrio, realização e crescimento de todo ser humano. Auxiliar e amparar este processo é o objetivo maior da psicoterapia junguiana.
 

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