Acompanhamento à Gestante
 
A gravidez é um momento especial na vida da mulher cercado de alegrias, expectativas, dúvidas e preocupações, são várias as mudanças bio-psico-físicas que envolvem a maternidade. O aspecto emocional da futura mamãe merece atenção especial, orientações e suporte para aprender a lidar com as várias etapas da gestação até os cuidados com o bebê.
 
A chegada de um filho é uma experiência que transforma e traz um profundo impacto emocional, o pai tem uma participação especial e pode também precisar de suporte para lidar com a nova vida que chegará e com todas as mudanças envolvidas nesse processo.
 
No casal grávido afloram sentimentos que dependem muito da forma como ocorreu a gravidez: se foi esperada e planejada, se aconteceu por acaso, se veio após uma longa espera com tentativas frustradas e finalmente conseguiram, se houve algum tipo de aborto anterior ou não. O tipo de relacionamento do casal, a situação financeira familiar, a repercussão da notícia na família, no círculo de amigos, etc.
A maternidade e a paternidade são fases do desenvolvimento psicológico contínuo que todos passamos. Consiste em um fator de crescimento e amadurecimento emocional e dão espaço para ocorrerem modificações, reestruturações e adaptações importantes na nossa personalidade.
 
Em relação ao desenvolvimento da personalidade e transição existencial da mulher existem três períodos críticos muito importantes em sua biografia humana que são a adolescência, a maternidade e o climatério. Nesse período, ocorrem alterações emocionais e metabólicas corporais e sociais, levando a um estado de desequilíbrio temporário e instabilidade emocional.
 
A mulher passa por modificações psíquicas importantes onde precisará assumir um novo papel, o de mãe, deixando de ser somente filha e esposa, podendo ter a oportunidade de ganhar a afirmação e desenvolvimento de sua identidade sexual e amadurecimento como mulher.
 
Existem perguntas que ficam pairando na mente da futura mamãe que podem conter sentimentos ambíguos, às vezes ela pode pensar serem negativos, medo de não dar conta, se vai dar tudo certo, se a criança será perfeita, alegria acompanhada de medo, às vezes tristeza por culpa devido a pensamentos contraditórios diante do resultado positivo, e é importante que a mulher saiba que é perfeitamente normal sentir-se assim. São muitos os motivos que levam a gestante a precisar trocar informações e falar de seus pensamentos e angústias, dividir suas alegrias e esclarecer sentimentos, nessas horas a leitura, a instrução, a orientação ajudam muito principalmente para clarear possíveis dúvidas que pairam em sua mente.  
 
A gravidez é um momento que deixa a mulher emocionalmente mais sensível, a intuição e percepção aumentam, muitas mulheres se sentem mais fortes e corajosas, outras mais vulneráveis e frágeis. É um período onde podem aflorar sentimentos retrógrados e conflitantes, emoções e lembranças inconscientes que experimentamos na primeira infância ressurgem com força na gravidez, como a imagem da “mãe boa” com características de proteção, cuidado e amor, e da “mãe má” perseguidora, vingativa e cruel, assim como conflitos entre amor, carinho e afeto e temor, inveja e ódio sentidos pelos pais. Todos esses mecanismos inconscientes e a forma como a gestante lidar com essas imagens e o predomínio de uma ou outra determinarão as atitudes e sentimentos durante a evolução da gravidez e após o nascimento do bebê.
 
Principalmente quando se tratar de uma primeira gravidez, as emoções maternas no período de gestação precisam de apoio, segurança e acolhimento de suas angústias, incertezas, medos, insegurança e ansiedade, tensões e dúvidas.
 
Em relação à vida emocional do feto é importante ressaltar que a qualidade do vínculo entre os parceiros, no momento da concepção e durante a gravidez, é fundamental para o equilíbrio da relação mãe-bebê, uma vez que o feto consegue captar os estados afetivos maternos tanto os de felicidade, tranqüilidade e satisfação quanto os de choques emocionais, ansiedades, raiva, depressão e estresse.
 
Com o advento da ultra-sonografia e, mais tarde, da ecografia, pôde-se observar o universo fetal e a sua história de desenvolvimento físico-emocional e constatou-se que não apenas o trauma do nascimento marca inconscientemente o indivíduo para sempre, como também o modo como o feto percebe suas experiências pré-natais, vão se constituir no modelo das vivências emocionais no decorrer de sua vida, e mais imediatamente, na primeira infância.
 
Podemos dizer que a vida psíquica é uma continuidade da vida intra-uterina. O feto reage a estímulos, chupa o dedo, dorme, acorda, tem movimentos respiratórios movimenta-se à procura de posições que lhe sejam mais confortáveis, boceja e soluça, sorri e chora, deglute o líqüido amniótico para se alimentar e regula o volume de ingestão; os movimentos realizados desenvolvem as articulações e ossos e as experiências sensoriais são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro. O feto escuta a voz materna e paterna, os sons internos e viscerais da mãe, como a digestão sendo realizada, os batimentos cardíacos, a circulação sangüínea, o ressoar do sono materno, a sonoridade do mundo externo que lhe chega abafada, porém audível. 
 
As emoções da mãe interferem nas reações do feto e na vida pós-uterina quando em situações de estresse a pessoa pode recorrer a reações semelhantes à vida intra-uterina para aliviar tensões. Portanto o acompanhamento psicológico da gestante consiste em um espaço que permite o acolhimento, a livre expressão, a orientação adequada que beneficiará toda família e o desenvolvimento físico e emocional do bebê.
 
Outro aspecto que merece atenção é a parte física e alguns desconfortos sentidos devido às mudanças corpóreas que a mulher grávida vive, como por exemplo: dores nas costas, ciático, enjôo, insônia entre outros. Esses desconfortos podem ser aliviados com o tratamento em acupuntura.
 
 O pós parto também é um período que exige atenção, ocorrem muitas mudanças, a mulher perde sangue no momento do parto, precisa de repouso, boa alimentação e sono para recompor-se, mas ela é solicitada para o período de amamentação, as noites acabam sendo mal dormidas, as cólicas iniciais do bebê e toda adaptação da nova vida para a família inteira exige apoio. Muitas vezes um momento que é para ser maravilhoso pode transformar-se em desespero e até mesmo depressão e dificuldade nos primeiros cuidados com o bebê.
 
Já uma mãe bem orientada e tratada pode inclusive receber apoio no pós-parto tanto psicológico como em acupuntura para que essa adaptação seja mais rápida e sem traumas para mãe e consequentemente para o bebê.
 

Clínica Ceres

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